28/01/2026
28/01/2026

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) manifesta sua posição contrária aos cortes no orçamento destinados aos hospitais psiquiátricos e às comunidades terapêuticas, por compreender que tais medidas representam grave risco à assistência, à dignidade e à segurança dos pacientes com transtornos mentais em todo o Brasil.
A redução de recursos compromete diretamente a continuidade do cuidado, a oferta de leitos, o acompanhamento multiprofissional e a assistência integral a uma população extremamente vulnerável, ampliando riscos clínicos, sociais e de desassistência. Trata-se de uma decisão que impacta negativamente a saúde pública, sobrecarrega outros níveis do sistema de saúde e agrava o sofrimento de pacientes e familiares.
A FENAM também manifesta preocupação institucional ao tomar conhecimento da criação, pelo governo, de uma comissão destinada a debater esses cortes orçamentários sem a inclusão de qualquer entidade médica representativa.
A exclusão da representação médica desse debate fragiliza a construção de soluções responsáveis, técnicas e centradas no paciente. Diante disso, a Federação Nacional dos Médicos reivindica formalmente sua participação nessa comissão, a fim de contribuir com conhecimento técnico, defender a boa prática médica e assegurar que decisões orçamentárias não resultem em retrocessos na política de saúde mental e na assistência psiquiátrica no país.
A FENAM reafirma seu compromisso com a defesa dos médicos, da psiquiatria brasileira e, sobretudo, dos pacientes que dependem dessas instituições para tratamento, acolhimento e proteção.
Cortar recursos da saúde mental é colocar vidas em risco.
Brasília/DF, 28/01/2026
Geraldo Ferreira
Presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM)