
O médico fez o relato da situação de desespero por que passa e disse que com esse ato chamaria a atenção da mídia para relatar os salários miseráveis pagos pela prefeitura, agora agravados pela retirada de uma gratificação de complementava a remuneração. O médico atuava também em empresas terceirizadas, mas informou que não mais trabalharia, pois não recebe o pagamento, que chega a atrasar por até seis meses. Indignado, alertou que estava quase fazendo as malas e indo morar embaixo da ponte, pois não consegue pagar suas contas. Este é o retrato da precarização do trabalho médico, em que nos meteram a gestão pública irresponsável e as empresas mercantilistas de terceirização de mão-de-obra médica. Os salários baixos para concursados têm uma razão de ser: não serem atrativos, para permitir a contratação de empresas terceirizadas, que abocanham milhões em contratos e precarizam o trabalho na saúde. O Sindicato está atuando com o MP do Trabalho, do Patrimônio, com o Ministério do Trabalho e Emprego, com a Receita Federal para pôr um limite a esta aberração em que se transformou a terceirização do trabalho dos médicos, que explora os profissionais, fraudados em seus direitos trabalhistas e previdenciários, e alimenta toda uma rede de transferência de recursos públicos para mãos privadas.